sábado, 2 de abril de 2011

Joy Division – A Banda Definitiva da Cultura Pós-Punk


O pós-punk era um gênero musical completamente desconhecido em 1976, tanto que alguns acham que aquilo não passava de uma imitação da musicalidade do “Velvet Underground”. Mas, ao contrário do que se pensava, esse novo som era extremamente inovador.

Com origens estilísticas no punk rock britânico, o gênero propicia de características gritantes presentes na música experimental e progressiva, além de um pouco de influência da música eletrônica. Essa mistura pode parecer esquiva, mas quando bem executada, torna-se uma obra de arte.

Definitivamente, este estilo musical tem seus grandes artistas representantes na Europa, sendo este o continente do qual o mesmo originou-se. Se fosse obrigatório destacar apenas um representante de tal gênero, eu escolheria sem pensar duas vezes a banda Joy Division.

É fato que o grupo musical esbanja de tudo que o pós-punk tem a oferecer, mas faz isso de forma genial. Também é fato que a banda não foi a primeira do gênero a estrear no mundo da música, mas de qualquer forma, foi uma das mais influentes.

A insanidade e a escuridão são tratadas de forma magistral nas letras deprimentes escritas por Ian Curtis, vocalista do conjunto. Não é de surpreender que o mesmo viesse a se suicidar aos vinte e três anos.

O Joy Division fazia música perfeita para quem é feliz, triste e para quem quer apenas dançar. Ou seja, o grupo era tão perfeito que quando o vocalista e também escritor da maioria das letras faleceu, o mesmo não acabou – apenas mudou de nome para “New Order”, e continuo tão incrível quanto sempre foi.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

The Jam – Uma Das Grandes Pérolas da Música Britânica


Quando o “The Clash” lançou seu estilo “revolucionário” em 1976, poucas pessoas notaram que aquilo não tão revolucionário quanto parecia, afinal, foi tudo inspirado em um dos melhores conjuntos de mod rock britânico de todos os tempos – o “The Jam”.

Fundado em 1972, o Jam começou tocando em bares locais de Londres e, somente quatro anos depois, atingiram o estrelato em seu país natal graças ao lançamento de seu brilhante single de estréia “In The City”.

Com o sucesso garantido, a banda não teve escolha e lançou seu primeiro álbum de estúdio, também nomeado “In The City”. Tal álbum resumiu tudo o que a banda pretendia apresentar e, rapidamente, tornou-se um sucesso entre os jovens da Inglaterra.

Foi somente em 1978 que o conjunto lançou sua primeira grande obra prima, “All Mod Cons”, um retrato brilhante da cultura mod e da invasão britânica. Com faixas como “News of the World” e “Down in the Tube Station at Midnight”, o disco mostrou o que a banda realmente era capas de produzir.

De 1978 até 1980, o grupo mostrou ao mundo duas novas pérolas musicais indispensáveis para qualquer fã de rock & roll, porém, em 1981, o fim havia chegado. A banda não tinha mais novas idéias e, conseqüentemente, lançou uma nova gravação muito abaixo da média. Essa decepção chamava-se “The Gift”, embora não fosse exatamente um grande presente.

Mesmo não sendo o melhor álbum do Jam, este foi o último grande sucesso da banda que, infelizmente, se separou pouco tempo depois.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

The Devil Wears Prada e Seus Fãs Babacas


Há algum tempo atrás, postei um texto aqui sobre bandas de rock extremamente ruins. E, como não é de se surpreender, quase meia dúzia de fãs babacas decidiram defender tal banda. O que me surpreendeu, é que tal banda não era nem um pouco famosa – pelo menos não nestes territórios –, ela era, na verdade, uma banda de deathcore, metalcore, screamo, ou algo parecido extremamente underground, “The Devil Wears Prada”.

Meu primeiro erro foi afirmar que o grupo tocava metal cristão, o que realmente era mentira, mas era o que informava a “Wikipédia”.

Após isso, eu falei mal do nome e do estilo do grupo e, adivinhem só, eu não mudei de opinião. Na verdade, eu continuo achando o grupo muito ruim. Podem respeitar minha opinião? Eu juro que respeito à opinião de vocês, mas me deixam falar mal deste conjunto musical, afinal, este blog é meu, posso fazer o que quiser nele.

Mas de qualquer forma, os comentários raivosos contra mim foram hilários, leia aqui as melhores pérolas comentadas em oposição as minhas declarações.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mais 5 Músicas Que Podem Facilmente Serem Consideradas Como as Melhores do Mundo


Há tempos lancei uma breve lista com cinco exemplares do meu imenso catálogo de músicas preferidas aqui no Fliyng Eyes. Porém, a lista parecia tão incompleta aos meus olhos! Sabia que inevitavelmente, havia esquecido algumas pérolas.

Então decidi utilizar este espaço para publicar o que eu acho que ficou de fora do texto anterior. Mas já vou avisando, o que irei postar hoje é muito mais pessoal do que aquilo que postei anteriormente. Assim sendo, é muito mais polêmico do que postei anteriormente – ou seja, muito provavelmente irão ocorrer discordâncias, mas é exatamente isso que eu quero, demonstrem suas opiniões, não tenham medo.

Mutantes – Panis et Circensis

Graças à voz lírica de Rita Lee e a guitarra psicodélica de Sérgio Dias, os Mutantes se consolidaram como uma das melhores bandas do rock brasileiro – se não a melhor. E foram justamente estes dois motivos que tornaram ”Panis Et Circensis” uma das mais representativas canções do rock brasileiro.

Esta obra, apesar de tratar propriamente do pensamento da grande parte da população do Brasil nos anos sessenta, pode ser muito bem adaptada aos dias de hoje. Afinal, as pessoas de hoje em dia andam quase tão alienadas quanto às de antigamente.

Bob Dylan – Hurricane

Bob Dylan era uma estrela da música folk – todos o conheciam por isso, todos o adoravam por isso. Porém, na visão de Dylan, aquilo não tinha mais sentido. O mundo estava detonado e um homem portando um violão não iria mudar aquilo – já um homem portando uma guitarra elétrica poderia fazer muito mais (ou não).

O ex-rei do folk agora havia se tornado o rei do folk rock, seu rumo havia mudado, sua música havia mudado. Agora o compositor não viria a ser conhecido por “The Times They Are a-Changin'” ou algo assim, mas sim por “Like a Rolling Stone” e, é claro, “Hurricane”.

David Bowie – Ashes To Ashes

Não há nada que eu não tinha tido aqui que eu preciso repetir aqui. Mas não importa, “Ashes To Ashes” continua a ser fantástica em minha concepção e nada ira mudar isso. Apenas a ouça e repita comigo: “Lady Gaga tome no cu, imitar o estilo de David Bowie não lhe dará talento.”.

Beatles – Helter Skelter

Longe de serem os meninos bonzinhos que eram antigamente, os Beatles não davam mais a mínima para sua boa reputação. Eles haviam se tornado, finalmente, a banda de rock que sempre deveriam ser.

Paul McCartney, cansado de ser considerado o beatle bonzinho e inocente, decidiu escrever algo agressivo e pôr para fora toda a raiva que estava há muito tempo depositada em seu corpo. E assim nasceu Helter Skelter, algo que o mundo nunca havia visto, algo que revolucionaria a história da música, algo que viria a ser considerado como a melhor contribuição de McCartney para os Beatles.

John Lennon – God

Canções com temas polêmicos sempre me atraíram. Não importa se a letra da canção fale sobre política, drogas ou prostituição – elas simplesmente me atraem. Porém, quando o tema tradado é religião, uma curiosidade inacreditável desperta sobre minha mente. Não, eu não gosto de gospel, mas adoro quando artistas descentes e alienados a esse tipo de música escrevem sobre tal tema.

Mas John Lennon é bom demais para tratar de Deus, afinal, tratar apenas de Deus é muito pouco para o renomado compositor – este queria se mostrar contra tudo imposto como excelente pela sociedade.

Lennon urrou contra a bíblia, o Buda, Jesus Cristo, Kennedy e até Bob Dylan. Mas chegou ao máximo quando se declarou contra os próprios Beatles – “Eu não acredito nos Beatles, eu só acredito em mim, Yoko e eu”, declara Lennon na canção.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ashes to Ashes - David Bowie em sua Fase Mais Inspiradora


Se Major Tom era um renomado herói espacial nos anos sessenta, dez anos depois, David Bowie decidiu transformar sua heróica criação em um drogado rebelde. Essa transformação radical de comportamento do personagem é mostrada detalhadamente em “Ashes To Ashes”, do álbum “Scary Monsters (And Super Creeps)”. Era tudo apenas uma farsa, Major Tom nunca foi digno e honrado – indica Bowie na canção.

Lançado em 1980, “Ashes To Ashes” nunca havia tido muita atenção de Bowie. O músico havia escrito aquilo para ele mesmo, nunca pensaria em lançá-la comercialmente. Apenas na metade do processo da composição, o músico percebeu a qualidade do trabalho que fazia no momento, e logo soube que a canção teria de ser bem sucedida.

Talvez uma das letras com mais significados ocultos a cada linha, a canção brinca como fato de que o astro, na época em que decidiu por trabalhar em Berlim, não era mais um saudável apreciador da música folk, mas sim um rebelde sem causa com um sério vício em drogas.

Grande parte do sucesso da obra se deve ao revolucionário vídeo-clipe baseado na mesma. Dirigido por David Malle e pelo próprio Bowie, aquele era, até então, o clipe musical mais expansivo de todos os tempos.

Seja por sua letra impecável, por sua melodia inovadora ou por seu vídeo-clipe revolucionário, não há dúvidas, “Ashes to Ashes” é uma das melhores músicas de todos os tempos.